Estados Unidos vão enviar 31 tanques Abrams para a Ucrânia


Tanque M1A1 Abrams do Exército dos EUA dispara durante o exercício militar da Otan na Letônia em 26 de março de 2021 — Foto: Ints Kalnins/Reuters

Porto Velho, RO - O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (25) que fornecerá 31 tanques de batalha M1 Abrams para a Ucrânia em questão de meses, uma decisão que ajudou a quebrar um impasse diplomático com a Alemanha sobre a melhor forma de ajudar Kiev na guerra contra a Rússia.

O presidente Joe Biden disse que os tanques são necessários para ajudar os ucranianos a "melhorar sua capacidade de manobrar em terreno aberto".

Biden agradeceu à Alemanha por sua decisão de fornecer à Ucrânia tanques Leopard 2.

"A expectativa por parte da Rússia é que vamos nos separar", disse Biden sobre os aliados dos EUA e da Europa. "Mas estamos totalmente, total e completamente unidos."

Os Estados Unidos estavam resistentes com a ideia de enviar os tanques Abrams, que são difíceis de manter. A decisão de hoje ocorreu após a Alemanha anunciar que enviará seus tanques Leopard 2, que são mais adequados para a Ucrânia.


O presidente dos EUA ressaltou que essa decisão não é uma declaração de guerra: "Isso não é uma ameaça ofensiva à Rússia", disse.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que qualquer remessa de Abrams seria um desperdício de dinheiro.


"Tenho certeza de que muitos especialistas entendem o absurdo dessa ideia. O plano é desastroso em termos de tecnologia", disse. "Mas, acima de tudo, superestima o potencial que adicionará ao exército ucraniano".

"Esses tanques queimam como todos os outros", disse Peskov.

O chefe da administração presidencial da Ucrânia disse que esse é "dia histórico" que ajudaria a determinar o resultado da guerra.

"O principal é que este é apenas o começo. Precisamos de centenas de tanques", disse Andriy Yermak em um post no Telegram rotulado como "Os EUA nos darão 31 Abrams". Ele acrescentou: "É um dia histórico. Um desses dias que determinará nossa vitória futura".

Altos funcionários do governo americano disseram que Biden conversou com o chanceler alemão, Olaf Scholz, em várias ocasiões neste mês sobre a assistência à Ucrânia. Ele conversou também com o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, e o presidente francês, Emmanuel Macron, ambos aliados próximos na ajuda à Ucrânia.

"O anúncio de hoje realmente foi um produto de boas conversas diplomáticas como parte de nossas consultas regulares e contínuas com aliados e parceiros sobre assistência de segurança à Ucrânia", disse uma autoridade.


O tanque Abrams M1A2 é visto em operação durante um exercício militar liderado pelos EUA na Geórgia em 18 de maio de 2016 — Foto: REUTERS/David Mdzinarishvili

Logística e treinamento

Os Estados Unidos fornecerão os tanques por meio de um fundo conhecido como Iniciativa de Assistência à Segurança da Ucrânia, que permite que o governo Biden compre armas da indústria, em vez de tirá-las dos estoques de armas existentes dos EUA.

Altos funcionários do governo que informaram os repórteres sobre a decisão disseram que levará meses, não semanas, para que os Abrams sejam entregues. Eles descreveram a decisão como uma forma de prover defesa de longo prazo à Ucrânia.

Os membros das forças armadas ucranianas serão treinados para usar o Abrams em um local ainda a ser determinado. Embora seja uma arma altamente sofisticada e cara, o veículo é difícil de manter porque funciona principalmente com combustível de aviação.

O custo total de manutenção de um único tanque Abrams pode ser superior a US$ 10 milhões, incluindo os custos em treinamento e abastecimento.


Tanques M1 Abrams e outros veículos blindados são vistos em pátio ferroviário em foto de 2 de julho de 2019 — Foto: REUTERS/Leah Millis


Fonte: G1

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