Delegado da PF que investigou injúria contra Moraes em Roma vira alvo da OAB no Supremo

Editors Choice

3/recent/post-list

Geral

3/GERAL/post-list

Mundo

3/Mundo/post-list
SEMPRE NO AR

Delegado da PF que investigou injúria contra Moraes em Roma vira alvo da OAB no Supremo

Entidade diz que Hiroshi de Araújo Sakaki divulgou, de maneira irregular, conversa entre suspeito e advogado; PGR também foi acionada

Porto Velho, RO - A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma representação contra o delegado Hiroshi de Araújo Sakaki, da Polícia Federal (PF).

Sakaki foi o responsável por investigar a suposta agressão contra o ministro Alexandre de Moraes e sua família no aeroporto de Roma, em junho do ano passado.

Segundo a OAB, o delegado teria violado as regras de conduta ao incluir, no relatório do inquérito, trechos da conversa entre um acusado e um advogado.
Assine nossa newsletterINSCREVA-SE

“O episódio contém ofensa grave às prerrogativas da classe [de advogados] e, por isso, a OAB solicitou ao STF e à PGR providências para assegurar o sigilo das comunicações, que é protegido pela Constituição”, afirmou o presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti.

No relatório elaborado por Sakaki, o delegado expõe conversas entre o empresário Roberto Mantovani – que teria injuriado o filho de Alexandre de Moraes – e o advogado Ralph Tórtima. Hiroshi Sakaki ainda não se pronunciou sobre o caso.

Apesar de entender que existem elementos que o crime de injúria foi cometido por Roberto Mantovani, a PF, resolveu não indiciar o suspeito, por entender que uma instrução normativa que regulamenta as atividades de polícia judiciária da PF impede que haja indiciamento por crime de menor potencial ofensivo.

Além disso, como o caso aconteceu na capital italiana, a PF destacou que a lei brasileira não autoriza extradição pelo crime de injúria. Agora, cabe ao Ministério Público (MP) apresentar eventual denúncia à Justiça ou arquivar o caso.

Fonte: Carta Capital

Postar um comentário

0 Comentários